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Domingo, Fevereiro 5

Uma favela com o nome de Cidade do Sol (Cité Soleil) é o grande pesadelo das tropas da ONU no Haiti.
Em um emaranhado de casas e barracos onde vivem 250 mil pessoas, escondem-se líderes e membros das gangues mais atuantes de Porto Príncipe.

É por lá que entra ilegalmente grande parte das armas e das drogas na capital haitiana e é lá que as cerca de dez pessoas seqüestradas diariamente são mantidas até que seus resgates sejam pagos.

As tropas da ONU sabem disso, mas, como uma missão de paz, enfrentam o dilema de como reprimir as atividades criminosas em Cité Soleil sem matar civis, ou, no jargão militar, causar "efeitos colaterais".

"Usar força militar com um exército ou com uma guerrilha é uma coisa, usar força militar em uma favela com 250 mil pessoas que vivem umas em cima das outras em condições de horrível miséria é outra", afirma o chefe da Minustah (Missão de Estabilização da ONU no Haiti, na sigla em francês), Juan Gabriel Valdes.

"Vamos proceder no momento que considerarmos possível para libertar Porto Príncipe dos bandidos de Cité Soleil, como fizemos em Bel Air, com os bandidos de Cité Militaire e outros lugares desta cidade", acrescenta o diplomata chileno, referindo-se a outras áreas antes dominadas por gangues na capital haitiana.

Intensificação

O comandante das tropas da ONU, o general brasileiro José Elito Siqueira, também diz que em algum momento os capacetes azuis terão de intensificar as suas atividades em Cité Soleil, mas não diz quando nem como isso seria feito.

"Nós temos a obrigação de tentar resolver (o problema) em Cité Soleil, como em qualquer outro lugar que possa estar dificultando (a pacificação do país)", diz o militar.

Siqueira cita o exemplo de Bel Air, hoje tida como modelo de operações da ONU bem-sucedidas no Haiti.

Cité Soleil, no entanto, não só é uma área maior e mais populosa do que Bel Air, como agora abriga gangues expulsas de outros bairros.

O general brasileiro descarta comparações com Fallujah, a cidade iraquiana onde controversas ações de tropas americanas contra rebeldes deixaram centenas de civis mortos, segundo agências humanitárias.

"Não é a mesma coisa. No Iraque, é uma força de ocupação, aqui é uma força de estabilização", diz Siqueira, argumentando que o trabalho dos capacetes azuis não é prender líderes de gangues, função que considera ser da polícia haitiana.

"Polícia fraca"

O próprio chefe da Minustah, no entanto, diz que a polícia haitiana é "fraca", embora enfatize que seja melhor do que em 2004.

Juan Gabriel Valdes diz esperar que em quatro ou cinco anos o Haiti tenha uma força policial "profissional e decente", com cerca de 23 mil homens, em vez dos apenas 5 mil que tem hoje.

Até lá, ele diz que os haitianos e a comunidade internacional terão de ter muita paciência.

Segundo Valdes, a estabilização do Haiti é um trabalho de "décadas", que só será possível com o envolvimento das elites do país e a "persistência" da ONU e de outras agências internacionais.



CERTO...SOU SÓ EU OU MAIS ALGUÉM PENSOU QUE SE NOS TROCASSEMOS OS NOMES "CIDADE DO SOL" POR MORRO DO CANTA GALO OU SIMILAR, "PORTO PRINCIPE" POR RIO DE JANEIRO, "GANGUES" POR CRIME ORGANIZADO NÃO SE PARECEM COM AS NOTÍCIAS QUE SE VEEM TODO DIA NO JORNAL? Claro que bem menos graves, afinal de contas lah os caras são amadores, nós temos os melhores profissionais do crime por aqui.
E outra coisa que eu gostaria de saber é... se no Haiti considera-se esse estado calamitoso e digno de uma intervenção da ONU, porque diabos aqui nós achamos que isso é normal e cotidiano? Por que lah é necessário uma intervenção de força militar enquanto aqui isso seria um absurdo e um "abuso de poder sobre as camadas pobres da sociedade"? Acho que ninguém lembrou de contar os nossos queridos compatriotas que estamos em uma guerra civil, e pior, estamos perdendo espaço e nem sequer nos movemos para retaliar

Postado por: Asmodeu, o impuro às 6:30 AM

Sábado, Fevereiro 4

Hum.... o vento está mudando novamente

Talvez isso ficasse para sempre no esquecimento, e interessantemente quando eu menos terei tempo para isso, eu me animo para voltar e ressucitar algo que ja está para la de morto.
QUe bom que não temos muitas visitas, afinal eu vou poder escrever a bobagem que eu quizer, espero que não chegue aos ouvidos dos que eu vou espinafrar, mas que possam um dia saber que eu os importunei um pouco.
Vamos lah, o jogo vai começar novamente!
LET´S GET IT ON!!!!!!

Postado por: Asmodeu, o impuro às 2:27 PM